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Estudante vilhenense compõe canção e grava clipe em Salvador pedindo proteção às vítimas da covid-19

O vilhenense está matriculado no primeiro período do curso de Música da Universidade Católica de Salvador (Ucsal).


por Renato Barros

Praia do Itapuã - Foto: Reprodução/Youtube

Intitulada "Para todos os Santos" a canção foi escrita no início do mês de abril, pelo estudante vilhenense Nicolas Santana, 19 anos, que atualmente mora em Salvador, capital da Bahia. A música é uma reflexão e também uma oração pedido força por conta da pandemia do novo coronavírus que o Brasil passa.


Estudante do primeiro período do curso de Música na Universidade Católica de Salvador (Ucsal), o jovem músico que até o final do ano passado morava em Vilhena usou apenas o violão para compor e produzir a belíssima canção que traz um ar de leveza e paz.


Em entrevista ao Correio Rondoniense, Nicolas revelou que a canção foi escrita em um momento de reflexão e tristeza com as notícias das mortes de pessoas vítimas da covid-19. Composta em em 11 de abril, a música foi feita a partir de uma prece. Mesmo escrita em um dia, foram horas escrevendo e tocando o violão até a cansão ficar pronta. " E então eu peguei meu violão como sempre faço, e comecei a tocar pra me distrair, fiquei horas e horas tocando, e num momento a música saiu de forma natural, sem roteiro ou nada parecido", revelou.


Nicolas Santana - Foto: Reprodução/Youtube

Após a composição ficar pronta, o passo seguinte foi gravar um vídeo clipe usando como cenários pontos turísticos da belíssima e aculturada Salvador. Praia do Itapuã, Farol da Barra e é claro, não poderia faltar o Pelourinho, são alguns dos cenários que ajudam a dar o tom de paz e riqueza ao vídeo clipe, lançado no último sábado (23) no canal do músico no Youtube.

Estádio Fonte Nova fez parte do cenário no clipe - Foto: Reprodução/Youtube

Mesmo não se considerando uma pessoa religiosa, Nicolas Santana é um entusiasta de todas as manifestações religiosas e principalmente a história de cada uma delas.


O fato de estar morando em Salvador e ter familiares nascidos na capital, contribuíram para a escolha da letra.


Assista ao clipe;


Confira a entrevista completa com Nicolas Santana realizada em 22 de maio:


Correio Rondoniense: Fala pra gente em que momento você decidiu escrever a canção?

Nicolas Santana: A canção foi escrita dia 11 de abril eu acho , enfim, eu estava extremamente pensativo e triste com todas as notícias de mais e mais mortos por todo o mundo.


Correio Rondoniense: Foi difícil?

Nicolas Santana: E então eu peguei meu violão como sempre faço, e comecei a tocar pra me distrair, fiquei horas e horas tocando, e num momento a música saiu de forma natural, sem roteiro ou nada parecido. Eu fechei os meus olhos e a canção saiu, depois eu passei pro papel e gravei.


Correio Rondoniense: A canção tem uma pegada de prece, estou certo?

Nicolas Santana: Sim, foi uma oração que fiz , utilizei nomes de orixás na canção, mas minha súplica foi feita com a intenção de atingir à todos os Santos e personas religiosas. Na canção logo no começo eu cito o nome de Oxalá que é o Deus do Sol e da boa vontade. Depois eu peço calma à Iemanjá Rainha dos mares e próspera de sorte.


Correio Rondoniense: Quando você pensa na pandemia o que você pede especificamente em relação a isso?

Nicolas Santana: Depois eu peço que Omolu deus da sabedoria da medicina e responsável pela travessia das almas para a eternidade, que nos entregue força e sabedoria pra guiar as almas levadas pelo covid-19. E depois eu peço pra Ogum Deus guerreiro, nos ajudar na batalha do dia dia.


Correio Rondoniense: Gostaria que você falasse um pouco sobre o refrão, porque optou dessa forma?

Nicolas Santana: O refrão é auto explicativo. Uma oração pra todos os santos ouvirem e agraciar o mundo nesse momento triste.


Correio Rondoniense: Você se considera uma pessoa religiosa?

Nicolas Santana: Eu não sou muito religioso, aprecio muito mais a história religiosa do que a religião em si, tenho muito apreço à todas as religiões, de diferentes etnias e culturas, mas me identifico muito com as religiões de matrizes africanas, pois aqui em Salvador , cidade onde eu nasci, essa religiões tem grande influência e valor.

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