• Correio Rondoniense

Engenheira florestal de Rolim de Moura pede igualdade para mulheres dentro da profissão


Engenheira Florestal Renilda Aires durante o I Workshop - Engenharia da Zona da Mata - Realizado em dezembro do ano passado no auditório da FAROL em Rolim de Moura.


Na semana em que se comemora o dia do Engenheiro Florestal foi possível acompanhar diversas ações on-line, tanto no campo profissional como no acadêmico. Mesmo em tempos de pandemia a data não foi esquecida, principalmente pela importância de quem trabalha com florestas sem deixar de lado o desenvolvimento sustentável. O dia do Engenheiro Florestal é comemorado no dia 12 de julho. A data é relacionada ao dia de São João Gualberto, morto em 1073, considerado um dos precursores no ensino da Ciência Florestal no mundo. “Conservar é saber usar” esse é o seu lema, por sua causa, foi proclamado o protetor dos Engenheiros Florestais.


A Engenheira Florestal Renilda Aires, graduada pela UFMT e com atuações na iniciativa pública e privada e consultoria em Rondônia desde 2003, só em Rolim de Moura são quase 15 anos, falou esta semana sobre a profissão. De acordo com a engenheira o profissional florestal “Elabora e executa projetos de preservação de parques e de reservas, reflorestamentos, recuperação de áreas degradadas, arborização urbana, fazem avaliação de impactos ambientais, ou seja, é um campo de atuação muito importante que deve desenvolvido com ética e profissionalismo”, explica.


Nos últimos anos segundo o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – O número de novas engenheiras registradas tem aumentado consideravelmente, cerca de 42%. O crescimento é observado a partir dos anos 90. Entre 2004 e 2011, por exemplo, 51% das turmas de engenharia eram mulheres.

“Durante muito tempo, uma mulher ingressar na área de engenharia era um desafio muito difícil, exercer a profissão então, mais difícil ainda. A sociedade era muito conservadora, mas com o passar do tempo esse espaço foi sendo ocupado pelas profissionais em seus diversos setores, inclusive na engenharia florestal. Podemos dizer que isso mudou muito. A luta recente é por dois pontos importantes: Melhorias salariais e assédio. Nesses ambientes, esse é o tabu que deve ser desmistificado, principalmente quando se fala em competência profissional da mulher engenheira” defende. Pode se dizer que essas mudanças já podem ser vistas como aceleradas.


A Engenheira Florestal durante vistoria em propriedades rurais e em palestras com colaboradores do setor durante exploração florestal.


Existem em Rondônia duas faculdades de Engenharia Florestal, uma em Porto Velho (FARO) e outra em Rolim de Moura (UNIR-RO). “Temos visto que em Rolim de Moura, por exemplo, a quantidade de novas profissionais está chegando ao mercado de trabalho. São jovens que já estão concursadas na Sedam, Prefeituras, ICMBio e grandes empresas do ramo florestal. Outras foram para a área de pesquisa e estão avançando dentro da engenharia. Isso nos mostra a força que pode impulsionar a engenharia florestal na região amazônica” avalia.


“A visão da mulher nesse mercado em constante evolução que podemos avançar com a promoção de igualdade e oportunidades para a mulher engenheira. Ainda existem algumas que se mostram inseguras, mas com a participação em eventos que envolvam a categoria, isso pode mudar” explica Renilda.


A engenheira foi conselheira do CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia– Atualmente é diretora sindical (licenciada) em Rolim de Moura do SENGE-RO – Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia,cobra, por exemplo, ações da entidade profissional o apoio aos profissionais do interior. Uma rede digital que envolva capacitação profissional on-line e aplicativos que garantam interação, inserção e valorização profissional, com divulgação inclusive de vagas não só para as mulheres engenheiras, mas para os demais profissionais da engenharia.“O mais importante é o foco profissional. Sabemos onde queremos chegar”finaliza a engenheira.


Fonte: Assessoria

10 visualizações

Receba nossas atualizações

  • Facebook Correio Rondoniense
  • Twitter Correio Rondoniense
  • Instagram Correio Rondoniense
  • Youtube Correio Rondoniense

© 2020 por Correio Rondoniense. Orgulhosamente criado por Influence Comunicação.

RONDONIENSE